Jesus nos salva da nossa condição humana.

Faz alguns dias que Deus vem falando comigo sobre a nossa condição humana.
Eu estava ouvindo uma pregação do nosso pastor Gary, feita em Portugal há alguns meses — ou talvez há um ano — e ele falava sobre Jesus nos salvar da nossa condição humana.

Mas o que é, afinal, a nossa condição humana?
O que dentro de nós é simplesmente humano, e o que nos é revelado através do relacionamento e da presença de Jesus Cristo em nós?

Ontem à noite recebi um áudio da minha prima, que conheceu Jesus há poucos meses e vem sendo restaurada e cuidada de forma pessoal por Ele.
Ela contou sobre como Jesus tem falado com ela nas últimas semanas — especialmente sobre perdão. Disse que Deus não tem parado de falar com ela desde o momento em que decidiu entregar sua vida nas mãos d’Ele. Quando ouvi isso, me emocionei. Lembrei de quando conheci Jesus, aproximadamente no primeiro ano do colégio. Hoje, quase 15 anos depois, com 31 anos, vejo que caminhar com Jesus é ter a certeza de que o trabalho d’Ele em nós nunca termina.

É incrível perceber como o agir de Deus em nós é constante.
Às vezes caminhamos na vida acreditando que está tudo bem dentro de nós. Outras vezes sabemos que não está — mas pensamos que o desconforto que sentimos no coração, aquela angústia, mágoa, falta de perdão ou incômodo com algo errado, não é urgente o bastante para ser cuidado.
Mas, para Deus, a condição do nosso coração é prioridade.

Em Jesus, as nossas feridas são vistas quando ninguém mais vê.
Ele realmente se importa.
Sendo perfeito, Ele olha para os pequenos buracos do nosso coração, para as dores escondidas, para tudo aquilo que nos impede de viver a vida plena e abundante que Ele preparou para nós.
O olhar d’Ele é compaixão, e o desejo d’Ele é restaurar e curar os nossos corações.

Depois de anos caminhando com Jesus, percebo que sempre há tempo — nunca é tarde demais para ser encontrado por Ele nas profundezas do nosso ser, nunca é tarde para o toque transformador do Seu amor. Muitas vezes acontecem situações que não entendemos e contra as quais lutamos. Mas, mesmo nelas, consigo ver as mãos de Jesus me alcançando e dizendo:

“Filha, isso aqui não está bem.”
“Filha, você precisa mudar essa atitude.”
“Filha, esse ponto do seu coração precisa ser restaurado. Me entregue isso.”

E ali está Ele — com as mãos de amor estendidas e os olhos cheios de compaixão — pronto para restaurar.

Muitas situações na vida nos abalam e influenciam o nosso cotidiano. Às vezes são coisas externas, que fogem do nosso controle. Mas, enquanto lutamos, Deus usa tudo isso para transformar algo dentro de nós, nos amadurecer e nos conduzir ao centro da Sua vontade.

A Palavra de Deus diz, no livro de Ester, que antes de se apresentar ao rei, Ester jejuou e pediu que todo o povo judeu também jejuasse, para que o coração do rei se inclinasse ao que ela iria pedir.
E assim aconteceu:
“Sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester parada no pátio, ela alcançou favor diante dele, e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro que tinha na mão.” (Ester 5:2)

Deus é capaz de mudar e quebrantar até o mais duro dos corações.
E, quando permitimos, é exatamente isso que Ele faz conosco.
Quando nos entregamos por completo a Ele — e mesmo antes de fazermos isso — os Seus olhos, ouvidos e coração já estão inclinados para nós. Sim, Jesus nos salva da nossa condição humana.

A condição humana diz que devemos permanecer como estamos, tentando curar nossas dores por meio de distrações ou substituições. Mas Jesus está à porta, pronto para nos restaurar.

Nós não precisamos ficar como estamos.
O melhor que podemos fazer é abrir o coração e permitir que Deus nos cure e nos restaure.
Só assim viveremos uma vida abundante e cheia de amor — por Ele, com Ele e pelas pessoas.

Diferente do que o mundo ensina, ao invés de vivermos nos comparando, competindo e correndo atrás do que se pode comprar, Jesus nos chama para viver uma vida de propósito, paz e plenitude. Viver com Jesus não é apenas se intitular cristão — é se parecer com Ele. É viver o evangelho, não apenas em palavras, mas em atitudes. Atitudes que honram e revelam o Cristo ressuscitado.

E se engana quem pensa que uma vida cheia da presença e do amor de Deus não tem desconforto.
Ao contrário — assim como Jonas, que foi enviado por Deus a Nínive, um lugar que lhe causava desconforto e medo, mas onde acabou sendo instrumento de transformação. Jonas é a representação do ser humano ao se encontrar com Deus: aquele que foge do chamado, tenta fazer tudo do seu próprio jeito, passa por crises e arrependimento, mas no fim descobre que a misericórdia de Deus é sempre maior que o julgamento humano. Mesmo depois de ser reintegrado ao plano de Deus, com o privilégio de participar da conversão de uma cidade inteira, Jonas ainda se irritou ao ver a bondade de Deus em não castigar o povo de Nínive.

E é exatamente aí que nos assemelhamos — entre a justiça que achamos merecer e a graça que Deus insiste em derramar.

Entre a justiça que julgamos merecer e a graça de Deus, que possamos escolher a graça — a graça que está sempre disponível para nós, mesmo quando não merecemos, mesmo enquanto ainda aprendemos a nos render completamente a ela. Porque é essa graça que nos alcança, nos transforma
e nos lembra, todos os dias: em Jesus, sempre há recomeço.

Ariani Lulio
07/11/2025

identidade

Há anos Deus vem falando comigo sobre identidade. Desde a pandemia sinto-me encorajada a escrever e falar sobre isso com outras pessoas… Tenho um post-it no meu quarto me lembrando de “escrever sobre identidade” não me lembro desde quanto.
Sempre que penso nas “nuances” do nosso relacionamento com Deus, acredito que a clareza da nossa identidade é um dos primeiros pontos que precisamos ter convicção.
Imagine um bebê que acabou de nascer. Qual é a primeira coisa que precisa ser feito após o nascimento para que esse bebê seja visto e ter direitos de um cidadão? Sua certidão de nascimento. Aquilo que tem descrito sua origem, a data e o local do seu nascimento. Sem este documento esse bebê não conseguiria ter direito a nada, nem ao menos um plano de saúde o aceitaria. O documento mais importante desse bebê é a sua identidade para que se prove a maternidade e paternidade, para que se prove sua idade, para que se prove da onde ele veio, ou seja, para que se prove que ele é quem diz que é.

A nossa vida espiritual não é diferente. A convicção da nossa identidade em Cristo é o que nos traz a certeza de quem somos e, ainda mais, para onde voltaremos.

No último final de semana, tive o privilégio de estar presente na primeira Sisterhood Conference Latam da nossa igreja. A primeira coisa que me marcou sobre o cuidado de Deus com tantas mulheres é que Ele escolheu que, a primeira mensagem da primeira Sisterhood Conference da história da América Latina tivesse o tema principal “identidade”. A nossa pastora Lucy Mendez teve sabedoria em obedecer a Deus quando mesmo sem entender decidiu trazer essa mensagem, ela compartilhou que questionou a Deus “devo levar essa mensagem mesmo?”… O resultado foram tantas mulheres sendo curadas da falta de identidade.
A Lucy começou a mensagem falando de um jogo comum entre os jovens, que se chama “Quem eu sou?”. Neste jogo, você não sabe o nome da personalidade que é colocado na sua testa e as pessoas vão dizendo coisas sobre a mesma até que descubra o nome da pessoa que você está representando na brincadeira.
O questionamento que a nossa pastora Lucy trouxe foi “Quantas de nós não fazemos isso na vida real? Determinando quem somos pelo que escutamos a cerca de nós mesmas”. Ouvimos pessoas e o próprio inimigo dizerem afirmações sobre nós, que não somos suficientes, não somos capazes, que estamos depressivas, doentes, divorciadas, solteiras… Tomando cada palavra e etiquetando-nos, definindo a nossa vida conforme as palavras que dizem sobre nós. Mas, o plot twist dessa narrativa é: DEVEMOS VIVER A NOSSA VIDA ATRAVÉS DO QUE DEUS DIZ SOBRE NÓS.
A reflexão principal foi “Quando sei quem Deus diz que sou, eu caminho com propósito. Quando não sei, creio e vivo de acordo com o que outros dizem de mim.”. Mas nós pertencemos ao Deus que deu tudo por nós, Salmos 100:3 diz “Lembrem que o Senhor é Deus. Ele nos fez, e nós somos Dele; somos o seu povo, o seu rebanho”. E em 1 Pedro 2:9 diz “Mas vocês são os escolhidos de Deus, escolhidos para a alta vocação do trabalho sacerdotal e para serem um povo santo. São instrumentos de Deus para fazer sua obra e falar por ele, e para contar a todos quanta diferença ele fez na vida de vocês – de nada para alguma coisa, de rejeitados para aceitos”. Isso falou tanto ao meu coração e me lembrou do quanto essa verdade mudou a minha perspectiva.

Cheguei em casa na segunda-feira e lembrei que nos anos da pandemia, Deus havia falado comigo sobre esse tema e procurando nos meus cadernos, encontrei uma mensagem que escrevi em 2021 sobre identidade. O ano de 2021 foi extremamente desafiador para mim, me senti sendo esticada por Deus de forma que podia arrebentar-me, da mesma forma, foi o ano que vivi o mais puro e genuíno amor, o primeiro ano de vida da minha primeira filha.
Eram muitos desafios, me perdi de mim mesma quando me vi sem o meu trabalho e com a minha pequena nos braços. O desafio não foi por suporte financeiro ou questões materiais. Foi porque ao fechar a minha loja e ter a minha primeira filha, não me reconhecia mais.
Minha identidade tinha sido perdida. Eu estava confusa de quem eu era, mas eu era o que eu fazia? Agora sou apenas mãe? Uma esposa? Quem de fato eu sou? Quem eu sinto que sou?
E apenas na imensidão do amor de Deus me reencontrei.

“Imagem e semelhança – identidade em Cristo
Gênesis 1:27 | diz que “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou”, em Gênesis 5:1 diz que “No dia em que Deus criou o homem, ele o fez à semelhança de Deus”.
Isso é coletivo, mas é totalmente individual.
Porque cada um de nós carrega “a imagem e semelhança” do nosso criador de maneiras e formas totalmente diferentes. Comecei a pensar que crer nessa verdade implica totalmente com a forma que enxergamos a Deus, como temos crido e enxergado sobre QUEM Ele é.
A Bíblia diz muitas características do nosso Deus:
Gênesis 1:1 diz que Ele é o criador do céu e da terra e de tudo que há.
Salmos 36:9 diz que Ele é a fonte da vida e da luz que vemos.
Tiago 1:17 diz que tudo que recebemos de bom vêm de Deus e que Ele não muda.
Mateus 5:48 diz que Ele é perfeito.
Em Levítico 19:2 diz que Ele mesmo diz que é Santo e em Êxodo 20:5 Ele diz que é Deus zeloso.
Isaías 45:21 diz que Ele é justo. Romanos 11:33 diz que Ele é sábio. 1 João 4:8 diz que Ele é amor. Marcos 10:18 diz que Ele é bom. 2 Pedro 3:9 diz que Ele é paciente. Êxodo 34:9 diz que Ele é misericordioso. Salmos 86:5 diz que Ele é compassivo. Tito 2:11 descreve sua graça manifesta. Em Salmos 33:4 diz que Ele é fiel, Números 23:19 revela sua imutabilidade e que Ele não mente. Salmos 139:7 e 8, Davi o descreve como “sempre presente”.

Como podemos crer que somos feito à imagem e semelhança de um Deus com essa descrição?
Temos crido que Deus é todas essas coisas e que nós nos assemelhamos a Ele?
O que temos escutado e do que temos nos alimentado tem edificado em nossos corações a verdadeira natureza do nosso Pai?
Valorizamos e honramos a Deus quando valorizamos a nós mesmos, quando entendemos que carregamos à sua semelhança. Valorizamos e honramos a Deus quando valorizamos e honramos a diversidade que Ele mesmo criou em cada pessoa a nossa volta.
Valorizamos a nossa forma única de ser? As habilidades que Ele colocou em nós? Nossa forma de raciocínio e de enxergar as coisas ou a emoção que sentimos quando ninguém mais sente?
Existe um motivo Dele ter nos criado de formas diferentes.
Temos valorizado e honrado a Deus com a criatividade que Ele nos deu?
Temos valorizado a nossa forma de se comunicar? A risada alta e contagiante que damos? A nossa forma de adora-lo?
Ou temos tido tantos pensamentos destrutivos sobre nós mesmas que acabamos invalidando e desvalorizando as características que Ele colocou em cada uma de nós ao criar-nos?

Quantos pensamentos destrutivos tem tomado conta da nossa mente no lugar de valorizar os detalhes que Ele colocou em nós? Talvez até tentando ser quem não somos. Tentamos muitas vezes calar uma voz ou sonho que temos no nosso coração, que foi Ele mesmo que colocou por não crer que aquilo poderia ser para nós.
Quantas de nós não passamos o dia “valorizando” e maximizando os pequenos fracassos e coisas que não deram certo ao invés de usa-los para evolução pessoal?

Reconhecemos verdadeiramente quem somos, quando reconhecemos a Deus.
Deus é amor. Quando passamos a habitar permanentemente no amor, vivendo uma vida de amor, vivemos em Deus e Deus vive em nós (…). No amor, não há espaço para o medo. O amor amadurecido expulsa o medo. Considerando que o medo causa uma vida vacilante e cheia de temores – medo da morte, medo do julgamento – podemos dizer que quem tem medo não está completamente aperfeiçoado no amor” 1 João 4:17-18.
E em 1 João 5: 4-5 diz “Quem nasce de Deus está acima da influência do mundo. O poder que põe o mundo de joelhos é a nossa fé. A pessoa que se põe acima da influência do mundo acredita que Jesus é o Filho de Deus”.
Devemos nos lembrar dia após dia de quem Deus verdadeiramente é e quem nós somos Nele!
Joseph Prince disse em um dos seus livros que “Muitas pessoas estão, de fato, vivendo em derrota e escravidão hoje, embora possam não estar cientes de estar vivendo sob o julgo de alguma coisa. Em alguns aspectos, elas se acostumaram aos seus cativeiros”. Temos vivido sob o julgo ou cativos ao que dizem de nós mesmos? Aos nossos medos e inseguranças sobre quem somos? A nossa falta de convicção da nossa identidade e paternidade?
A Palavra diz que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Então, se hoje vivemos ansiosas por algo, sofrendo e cheias de dores emocionais, culpadas, precisamos crer que Ele já nos curou, Isaías 53:4 e 5 nos lembra disso.
Temos estado paralisadas pelo medo do futuro? Jeremias 29:11 diz que Ele já nos preparou um futuro cheio de esperança. Temos vivido com medo do julgamento? Nós somos justificados e não temos o que temer, Romanos 8:33 nos lembra essa verdade.
Temos nos sentido sozinhas e sem senso de propósito e pertencimento?


Creia nisso:
Temos uma identidade. Sabemos da onde viemos e para onde vamos. Sabemos que somos feitas à imagem e semelhança do nosso Criador. Somos filhas amadas do nosso Salvador.
Em João 1:12-13 nos assegura que somos filhas amadas: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus”.
Assim somo, em 1 João 3:1 diz que “Que amor maravilhoso o Pai nos concedeu! Vejam só: somos chamados “filhos de Deus”! É o que realmente somos!”.
Ele nos criou para termos uma vida abundante cheia de propósito! E que nunca estaremos sozinhas!
João 10:10, na segunda parte do verso diz “Eu vim para que tenham vida em abundância”.
Efésios 2:7-10 nos lembra do nosso propósito, “Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós”. Mateus 28:20 o próprio Jesus nos diz “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disso: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

A vontade de Deus em você existir foi totalmente objetiva e intencional.
Ele te fez. Salmos 139:13
Ele planejou todos os nossos dias. Salmos 139:16
Ele te escolheu! João 15:16
E tudo isso, para uma vida de relacionamento e realizações com Ele e para Ele.
Para vivermos e nos movermos Nele.
”Porque, como alguém disse: “Nele vivemos, nos movemos e existimos.” Atos 17:28a.

A minha oração é que Jesus seja o padrão para nos espelharmos. Que passemos a nos valorizar, passando assim a valoriza-lo, crendo verdadeiramente que somos feitos à sua imagem e semelhança. Que possamos ter convicção de quem somos Nele. E como num espelho refletirmos a glória que vem do Senhor nos tornando cada vez mais parecidas com Ele (2 Co 3:18).
Que encontremos Nele a nossa real e verdadeira identidade.”

Escrevi esse texto em 2021 e ele ainda fala tanto ao meu coração… que Ele possa alcançar a sua vida da mesma maneira!

Ariani Lulio


Quando ainda éramos… Até nessa bagunça ele nos amou (p.196)

Viver com Jesus é aprender todos os dias algo novo.

Ouvi uma pregadora dizer que “Nem todo crente é salvo. Mas todo salvo é crente”.
Eu nunca tinha pensado sobre isso. É uma verdade.

Em Lucas 12:8 Jesus diz que “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus” e em outra tradução diz “Se alguém afirmar publicamente que é meu, então o Filho do Homem também afirmará, diante dos anjos de Deus, que essa pessoa é dele”.

Conheço muitas pessoas que creem de todo coração em Deus e oram constantemente ao Senhor de maneira genuína, porém nunca chegaram a confessar Jesus como seu Senhor e Salvador.
Mas, e se confessa-lo é uma condição à salvação?

Muitas pessoas podem ficar confusas ou não entenderem a condição.
Essa mesma pregadora disse “aqueles que mais tem dificuldade de confessar, são os que mais precisam fazer isso”. Fiquei pensando sobre isso. E é verdade que o ato de confessar algo ou a alguém requer humildade, mas também requer coragem, temor e em alguns casos, abrir mão de muitas coisas… Confessar a Jesus como seu Senhor e Salvador também requer temor e ao mesmo tempo ousadia. Pode também ser um conflito para àqueles que acreditam ter o controle sobre todas as coisas em sua vida ou mais conflitante ainda com aqueles que lidam com questões relacionadas ao ego, com segurança demais ou insegurança extrema.

As pessoas tem uma ideia de que quando se entregam a Jesus, o esforço para ser melhor e não pecar mais deve partir de forma espontânea de si mesmo e que um número extenso de regras o está aguardando para ser seguido, caso contrário serão indignas de um amor tão extravagante. Também existem pessoas que não o fazem porque acreditam que são pessoas boas e não há pecado em si.
Porém, em seu livro Manso e Humilde, Dane Ortlund nos fala que “De todo modo, precisamos de ressureição. Podemos ser pessoas mortas imorais ou morais. De uma forma ou de outra, estamos mortos. A misericórdia de Deus desce e purifica não só pessoas obviamente ruins, mas pessoas fraudulentamente boas, ambas igualmente precisam de ressureição.” (p. 179).
Em Tito 3.3 Paulo também diz “Pois nós também, no passado, éramos insensatos, desobedientes, desgarrados, escravos de todo tipo de paixões e prazeres, vivendo em maldade e inveja, sendo odiados e odiando-nos uns aos outros. Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor por todos, ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”.

Quando confessamos a Jesus podemos declarar o que Paulo diz em Gálatas 2:20-21: “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mi. E esta vida que vivo agora, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim. Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada!”.

Quando nos tornamos Dele, nada mais se trata de nós.
Isso é muito complexo porque ao encontrar em Jesus salvação e senhorio, deixando de se tratar de nós, Ele é quem encontra tantas coisas para tratar e curar em nossos corações.
O alvo Dele é nos dar vida.
“O plano de Deus é fazer com que o seu povo conheça esse maravilhoso e glorioso segredo que ele tem para revelar a todos os povos. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus. Assim nós anunciamos Cristo a todas as pessoas.” Colossenses 1:27-28.

Se hoje você ainda tem dúvidas sobre isso, peça que Ele mesmo se revele a você. E se você nunca confessou a Jesus como seu Senhor e Salvador, procure algum amigo ou alguém próximo a você que possa orar com você te liderando e abençoando nessa oração!

“A conversão não é um novo começo. A conversão, a autêntica regeneração, é um futuro invencível. Éramos inimigos quando Deus veio e nos justificou; quanto mais Deus irá cuidar de nós agora que somos amigos – na verdade, filhos?” (p.196).

“O discípulo a quem Jesus amava”

Há poucas semanas, vivi dias muito difíceis. Isso foi capaz de mudar a direção dos meus olhos por alguns instantes e, ao invés de seguir olhando pra Jesus, me peguei focando na dor que eu estava sentindo.
E em meio a uma conversa difícil com Ele, perguntei pra Jesus: “Você me ama? Você pode me responder isso?”.
(É impressionante como podemos perder a perspectiva correta em momentos de dor).
Ao focar na dor, passamos a viver com uma perspectiva terrena, deixando com que as nossas emoções controlem a nossa vida.Eu já sabia a resposta dessa pergunta.
Também não me sinto digna de questiona-lo.
Jesus escolheu a cruz por amor a nós. Eu creio de todo coração em Sua obra consumada. Eu vivo por isso.
E é por sua graça que temos redenção.
Mas o meu coração parecia não responder à minha fé.
Eu parecia estar bem por fora. Mas dentro de mim, meu coração estava moído.
Uma grande amiga me ministrou durante esses momentos, me lembrando constantemente sobre Sua soberania e amor! E eu segui lutando contra esse sentimento. Mas a Palavra nos assegura em Efésios 2:8 que, “pela graça somos salvos, por meio da fé, e isso não vêm de nós, é dom de Deus”. Então resolvi parar de me esforçar em tentar produzir algo que eu jamais conseguiria e depositei nEle toda minha expectativa. E algo novo começou fluir do meu coração…

Como nosso pastor Chris Mendez pregou nos últimos dias, Deus trabalha de maneiras ilógicas.
Esperança e fé começaram a ser produzidas em meu coração. Um novo tempo na presença dEle.
E eu já estava tão grata e maravilhada com sua bondade.
Mas, o seu plano é completo.
Jesus sempre nos surpreende, Ele lembra das nossas perguntas nos momentos de vulnerabilidade e mesmo que não precise, Ele responde.

Estavámos na Argentina, no Casa Abierta 2023, era Sábado pela manhã, Gary Clarke começou sua mensagem e Jesus começou ministrar meu coração significativamente. No 4º ponto da sua mensagem Clarke leu Efésios 3:17, que diz “E que Cristo habite por meio da fé em seu coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade”.
Isso é: permanecer firme e fundamentados em Jesus, firmes em seu amor. E seguiu nos desafiando “é forte dizer para as pessoas que “Deus te ama”.
Foi como algo vindo direto a mim, eu senti Ele dizendo “você tem essa convicção? Pode crer nisso?”.
Clarke começou a falar sobre a forma que João se descrevia “o discípulo a quem Jesus amava”. Que convicção inquestionável.
E Jesus me respondeu: “Essa é a convicção que quero que você tenha. Eu te amo”.
Nesse momento o meu coração foi inundado de amor e sua presença tão palpável em me abraçar.

Ele não precisava me falar algo que respondeu a mais de 2000 anos através da cruz! Isso já é mais do que suficiente. Mas como diz em sua Palavra, Ele quer que estejamos enraizados em Seu amor para que possamos “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do seu amor”.
Isso não é sobre mim.
Isso é sobre um Deus que nos chama para um relacionamento real e íntimo com Ele, pronto para mover em nós e através de nós, amar as pessoas e inspirar a outros em conhece-lo.
Isso se trata de dar tudo de nós para um Deus que deu tudo por nós.
Estar enraizados, para semear e amar a outros, como Ele nos chamou pra fazer e seguir construindo o que Deus nos chamou a edificar.

“Prontos para o que virá, prontos para o que fará! Deixo o que ficou pra trás, corro onde o futuro está! Vem como o amanhecer, queremos ver Teu reino, faz algo novo! Estás fazendo algo novo…”