Há poucas semanas, vivi dias muito difíceis. Isso foi capaz de mudar a direção dos meus olhos por alguns instantes e, ao invés de seguir olhando pra Jesus, me peguei focando na dor que eu estava sentindo.
E em meio a uma conversa difícil com Ele, perguntei pra Jesus: “Você me ama? Você pode me responder isso?”.
(É impressionante como podemos perder a perspectiva correta em momentos de dor).
Ao focar na dor, passamos a viver com uma perspectiva terrena, deixando com que as nossas emoções controlem a nossa vida.Eu já sabia a resposta dessa pergunta.
Também não me sinto digna de questiona-lo.
Jesus escolheu a cruz por amor a nós. Eu creio de todo coração em Sua obra consumada. Eu vivo por isso.
E é por sua graça que temos redenção.
Mas o meu coração parecia não responder à minha fé.
Eu parecia estar bem por fora. Mas dentro de mim, meu coração estava moído.
Uma grande amiga me ministrou durante esses momentos, me lembrando constantemente sobre Sua soberania e amor! E eu segui lutando contra esse sentimento. Mas a Palavra nos assegura em Efésios 2:8 que, “pela graça somos salvos, por meio da fé, e isso não vêm de nós, é dom de Deus”. Então resolvi parar de me esforçar em tentar produzir algo que eu jamais conseguiria e depositei nEle toda minha expectativa. E algo novo começou fluir do meu coração…
Como nosso pastor Chris Mendez pregou nos últimos dias, Deus trabalha de maneiras ilógicas.
Esperança e fé começaram a ser produzidas em meu coração. Um novo tempo na presença dEle.
E eu já estava tão grata e maravilhada com sua bondade.
Mas, o seu plano é completo.
Jesus sempre nos surpreende, Ele lembra das nossas perguntas nos momentos de vulnerabilidade e mesmo que não precise, Ele responde.
Estavámos na Argentina, no Casa Abierta 2023, era Sábado pela manhã, Gary Clarke começou sua mensagem e Jesus começou ministrar meu coração significativamente. No 4º ponto da sua mensagem Clarke leu Efésios 3:17, que diz “E que Cristo habite por meio da fé em seu coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade”.
Isso é: permanecer firme e fundamentados em Jesus, firmes em seu amor. E seguiu nos desafiando “é forte dizer para as pessoas que “Deus te ama”.
Foi como algo vindo direto a mim, eu senti Ele dizendo “você tem essa convicção? Pode crer nisso?”.
Clarke começou a falar sobre a forma que João se descrevia “o discípulo a quem Jesus amava”. Que convicção inquestionável.
E Jesus me respondeu: “Essa é a convicção que quero que você tenha. Eu te amo”.
Nesse momento o meu coração foi inundado de amor e sua presença tão palpável em me abraçar.
Ele não precisava me falar algo que respondeu a mais de 2000 anos através da cruz! Isso já é mais do que suficiente. Mas como diz em sua Palavra, Ele quer que estejamos enraizados em Seu amor para que possamos “compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do seu amor”.
Isso não é sobre mim.
Isso é sobre um Deus que nos chama para um relacionamento real e íntimo com Ele, pronto para mover em nós e através de nós, amar as pessoas e inspirar a outros em conhece-lo.
Isso se trata de dar tudo de nós para um Deus que deu tudo por nós.
Estar enraizados, para semear e amar a outros, como Ele nos chamou pra fazer e seguir construindo o que Deus nos chamou a edificar.
“Prontos para o que virá, prontos para o que fará! Deixo o que ficou pra trás, corro onde o futuro está! Vem como o amanhecer, queremos ver Teu reino, faz algo novo! Estás fazendo algo novo…”