Quando ainda éramos… Até nessa bagunça ele nos amou (p.196)

Viver com Jesus é aprender todos os dias algo novo.

Ouvi uma pregadora dizer que “Nem todo crente é salvo. Mas todo salvo é crente”.
Eu nunca tinha pensado sobre isso. É uma verdade.

Em Lucas 12:8 Jesus diz que “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus” e em outra tradução diz “Se alguém afirmar publicamente que é meu, então o Filho do Homem também afirmará, diante dos anjos de Deus, que essa pessoa é dele”.

Conheço muitas pessoas que creem de todo coração em Deus e oram constantemente ao Senhor de maneira genuína, porém nunca chegaram a confessar Jesus como seu Senhor e Salvador.
Mas, e se confessa-lo é uma condição à salvação?

Muitas pessoas podem ficar confusas ou não entenderem a condição.
Essa mesma pregadora disse “aqueles que mais tem dificuldade de confessar, são os que mais precisam fazer isso”. Fiquei pensando sobre isso. E é verdade que o ato de confessar algo ou a alguém requer humildade, mas também requer coragem, temor e em alguns casos, abrir mão de muitas coisas… Confessar a Jesus como seu Senhor e Salvador também requer temor e ao mesmo tempo ousadia. Pode também ser um conflito para àqueles que acreditam ter o controle sobre todas as coisas em sua vida ou mais conflitante ainda com aqueles que lidam com questões relacionadas ao ego, com segurança demais ou insegurança extrema.

As pessoas tem uma ideia de que quando se entregam a Jesus, o esforço para ser melhor e não pecar mais deve partir de forma espontânea de si mesmo e que um número extenso de regras o está aguardando para ser seguido, caso contrário serão indignas de um amor tão extravagante. Também existem pessoas que não o fazem porque acreditam que são pessoas boas e não há pecado em si.
Porém, em seu livro Manso e Humilde, Dane Ortlund nos fala que “De todo modo, precisamos de ressureição. Podemos ser pessoas mortas imorais ou morais. De uma forma ou de outra, estamos mortos. A misericórdia de Deus desce e purifica não só pessoas obviamente ruins, mas pessoas fraudulentamente boas, ambas igualmente precisam de ressureição.” (p. 179).
Em Tito 3.3 Paulo também diz “Pois nós também, no passado, éramos insensatos, desobedientes, desgarrados, escravos de todo tipo de paixões e prazeres, vivendo em maldade e inveja, sendo odiados e odiando-nos uns aos outros. Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor por todos, ele nos salvou, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”.

Quando confessamos a Jesus podemos declarar o que Paulo diz em Gálatas 2:20-21: “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mi. E esta vida que vivo agora, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim. Eu me recuso a rejeitar a graça de Deus. Pois, se é por meio da lei que as pessoas são aceitas por Deus, então a morte de Cristo não adiantou nada!”.

Quando nos tornamos Dele, nada mais se trata de nós.
Isso é muito complexo porque ao encontrar em Jesus salvação e senhorio, deixando de se tratar de nós, Ele é quem encontra tantas coisas para tratar e curar em nossos corações.
O alvo Dele é nos dar vida.
“O plano de Deus é fazer com que o seu povo conheça esse maravilhoso e glorioso segredo que ele tem para revelar a todos os povos. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus. Assim nós anunciamos Cristo a todas as pessoas.” Colossenses 1:27-28.

Se hoje você ainda tem dúvidas sobre isso, peça que Ele mesmo se revele a você. E se você nunca confessou a Jesus como seu Senhor e Salvador, procure algum amigo ou alguém próximo a você que possa orar com você te liderando e abençoando nessa oração!

“A conversão não é um novo começo. A conversão, a autêntica regeneração, é um futuro invencível. Éramos inimigos quando Deus veio e nos justificou; quanto mais Deus irá cuidar de nós agora que somos amigos – na verdade, filhos?” (p.196).

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